Cega-te a luz do sol
Reflecte no azul
Afundado no verde mar
Tempestuoso, revolto
Inconstante e enigmático
Desfeito na praia
No invernoso dia
Que te açoita o coração
Salgado e gélido…
Sedução de sereia
Na harmoniosa melodia
Em encantamento misterioso…
Deliu-se no vento
No tempo com tempo
Filtrado no pulsar
Batente do peito...
Um vai e vem
Ondulado
Inconstante
Incompreensível
Na insana mente que só sente
Rios a naufragar
Ao encontro do majestoso mar…
A força do sol
O astro rei que todas as manhãs
Tem o mesmo acordar
No cimo das transparências mundanas
Ana Coelho
Os meus sonhos nunca dormem, sossegam somente por vagas horas quando as nuvens se encostam ao vento.
Os meus pensamentos são acasos que me chegam em relâmpagos, caem no papel em obediência à mente...