No jardim da minha casa, sentei-me a ver a Lua.
Caneta e papel na mão, preparei-me para escrever,
Mas sobre o quê, das brincadeiras na minha rua
Escrever sobre a juventude, é possível, vamos ver.
A vida é como o tempo, passa nem damos por isso.
Nós pretendemos viver não pretendemos envelhecer,
Mas a vida é composta da juventude e da velhice,
Nós envelhecemos mas não podemos rejuvenescer.
O tempo passa, que tristeza, passa a uma velocidade
Sem controlar, olhamos em frente e o futuro já passou
Sem que se saiba até onde pode ir a nossa bela idade,
Olhei para a Lua e a Lua meus cabelos ela prateou.
Começaram a ficar brancos e assim só podemos sonhar
É o preço que temos que pagar por uma vida vivida,
Que nós a quisemos de amor, sem hipocrisia, mas amar
Dos anos passados só fica a saudade da mocidade perdida
A. da fonseca