Ouve as minhas gargalhadas quentes
Por esse teu corpo morto e frio.
Sente em ti esses pensamentos dementes,
Dos meus braços envoltos pelo teu sangue,
De meus dedos que sufocam teu ser.
Abraça-me com carinho enquanto minha mão
Aperta-se sobre o teu peito, arrancando-te
Aquele coração doente que tanto querias fora de ti.
Geme em mim, perde-te pelas letras do teu último folgo.
Aquece-te na escuridão que te cerca agora,
Ouve a última voz que te chama,
E te embala na magia do inferno fenomenal.
Grita por mim, enquanto te esfolo.
Grita por paz, enquanto morres na minha mente.
É um sorriso que se faz quente,
Aos segundos que se esbarram por mim.
E eu te vejo, passando pelas ruas…
E minha vontade de matar-te cresce,
E aquela outra, de manipular-te…
Oh, essa sim!
Essa vence… Sempre vence!
Nas horas em que fervilha o meu ódio por ti.