Poemas : 

Papel molhado

 


trago-te um poema molhado
de língua crua e pronta
pontiagudo e encorpado
em formadura de ponta
trago-te um poema suado
a rimar pelo espasmo
a embeber o teu brocado
nos deslizes de pleonasmo
trago-te um poema engatado
de engrenagem imergente
a mover-se pelo achado
um verso final excelente
faço-te poema alagado
fluído de suspiro pasmo
a voz de tom entornado
no papel como um orgasmo


18-02-2026


 
Autor
AlexandreCosta
 
Texto
Data
Leituras
25
Favoritos
1
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
10 pontos
0
1
1
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados