trago-te um poema molhado
de língua crua e pronta
pontiagudo e encorpado
em formadura de ponta
trago-te um poema suado
a rimar pelo espasmo
a embeber o teu brocado
nos deslizes de pleonasmo
trago-te um poema engatado
de engrenagem imergente
a mover-se pelo achado
um verso final excelente
faço-te poema alagado
fluído de suspiro pasmo
a voz de tom entornado
no papel como um orgasmo
18-02-2026