A dor não tem dono,
Mas tem por aí,
Muita gente que a explora,
E que a transforma num palco,
E a dor alheia em espetáculo,
Para deleitamento,
Dos que não têm coração.
A indiferença,
É um silêncio,
Que legitima a dor,
Que cala a voz,
Que sufoca o grito.
O sangue não tem cor,
Mas tem história,
De vidas ceifadas,
E sonhos interrompidos,
De promessas não cumpridas,
De amores não vividos.
A memória…
É um refúgio,
Onde a dor se esconde.
A dor é um grito,
Que ecoa sem fim,
Ao sabor do vento,
Vindo…
Do âmago do seu lamento,
E viaja…
Pela memória,
Pelo tempo.
A violência é um rio,
Que transborda e mata.
A vida é um dom,
Que se perde tão facilmente.
E a morte sempre à espreita.
É o sinal,
É o aviso,
De quão
A vida é frágil,
E que…
Cada momento,
Cada segundo que vivemos,
É o presente mais precioso,
Que nos é dado,
Não pode ser desperdiçado.
A vida é um dom!
A vida é um dom,
Que se perde,
Entre um breve,
Piscar de olhos.
Finalmente…
Compreendi…
Aprendi,
O quão és,
Preciosa para mim!
Diogo Cosmo ∞
22:10 15-12-2024
HSJ, Lisboa
DIOGO Cosmo ♾