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Poemas : 

Vida de Trincheira

 
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A baioneta já não mais mata
A granada já não mais estraçalha
Porque quem nos mata todos os dias
É tão-somente esta maldita guerra.
Não fomos nós quem a escolhemos
Eles a iniciaram e pagamos nós com nossas vidas.
Já não mais lutamos por nosso glorioso país
Lutamos mesmo é por mais um segundo de vida
Só mais um, um abrir e fechar de pulmões.
Não mais matamos porque os odiamos
Ora, porque não mais somos seres humanos,
Nos tornamos animais, sedentos por sangue e pão
E a morte nos tornara algo absolutamente tão habitual!
Se somos jovens? A juventude fora destruída
Agora somos apenas velhos em corpos de crianças.
A felicidade? Que é isso?
No máximo, somente quanto estamos junto de nossos camaradas
Podemos viver alguns momentos felizes,
Lembrar de casa, da paz e de nossas mulheres.
Elas já não nos esperam, pois sabem que não voltaremos
Porque a morte nos sonda a todo momento.
Acordamos cada dia, e lha desejamos bom dia.
Bom dia cara Morte! Faça-nos doce companhia
Nesta trincheira fedida, onde os ratos é quem mandam!
Pois veja! Eles comem mais do que nós, estão gordos
Apetitosos cadáveres é o que não lhes faltam!
O jantar está mesmo é sempre servido...
Vivem bem! Vivem mesmo! Enquanto nós vivemos junto ao medo
Esperando apenas uma granada nos abraçar,
E quem sabe volver à Terra suja, de onde nascemos e agora vivemos.

 
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UsuarioZWT
 
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