Construí meu castelo com algumas ferramentas
Mais areia, cimento
Pá, enxada - suor - colher, martelo
E entre tantas tormentas
Percebi que as grades não prendem a luz do candieiro
Vazam do meu olho interior sentimentos
À presença do belo natural,
As pedras da edificação
Reconstroem a paisagem dos meus olhos
E a projeção vislumbrante inspira meu corpo ao conforto
O velho artesão de instrumentos
Escolhe suas madeiras pela vibração das mesmas...
Os olhos cansados de felicidade
Sugerem a derradeira canção às léguas por que passou
Miro aves nômades
Miro os pedriscos levados pela corrente
Miro meu castelo - o artesão
Miro a canção da vida
Iludida de tanta realidade.
(Rehgge)
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Rehgge Camargo_________________________________
"o poeta absorve, filtra e exala."