
lágrima alheia,
lacrimeja
no mesmo olhar
de quem a atenta.
menina,
choras
as ausências,
as vivências
inexistentes.
eu choro
essas
consequências.
pingo a pingo,
te sinto,
pingo a pingo,
te amo.
nós dois,
choramos,
gotinhas num oceano,
que parecem oceanos
a chorar
num pequeno
pano.
pranto a pranto,
sentimo-nos,
pranto a pranto,
amamo-nos.
nós,
sós,
gritamos
o sangue
do grito morto
ou seja,
esse mar do olhar
escorrendo no silêncio,
o defunto sonho.
“Acredito que o céu pode ser realidade, mas levarei flores para o pai - Erotides ”