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Poemas : 

Alzheimer

 
Alzheimer
 
Guardo comigo
As memórias
Da minha
Vida.

...
As memórias
Da minha
Vida.

...
...
Da minha
Vida.

...
...
...
Vida.

...
...
...
...

(Danclads Lins de Andrade).

 
Autor
Danclads
Autor
 
Texto
Data
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572
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5
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Enviado por Tópico
erro
Publicado: 21/04/2016 03:01  Atualizado: 21/04/2016 03:01
Colaborador
Usuário desde: 04/03/2016
Localidade:
Mensagens: 845
 Re: Alzheimer
...
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Enviado por Tópico
Margô_T
Publicado: 09/06/2020 10:16  Atualizado: 09/06/2020 10:41
Da casa!
Usuário desde: 27/06/2016
Localidade: Lisboa
Mensagens: 309
 Re: Alzheimer
Original a ideia do poema!
Não só o que se diz se vai esboroando como aumentamos reticências na nossa vida: sejam elas sinónimo de silêncios, de perdas, de inconsistências ou de "espaços em branco".
Um poema que inevitavelmente (nos) toca. Afinal de contas, é na memória que está a nossa identidade (ou, pelo menos, a nossa consciência dela) e a sua ausência traz questões e implicações profundas.
Destaco o pormenor das palavras que escolheste! Primeiro desaparece o "Guardo" (como se tivéssemos perdido o acesso às memórias mas elas se mantivessem dentro de nós), depois "as memórias" (como se também estas sumissem, já depois dos seus “acessos” nos terem deixado de pertencer), a seguir "a minha" (como se agora perdêssemos, também, o sentido da individualidade), mantendo-se, porém, até quase ao final do poema, a "vida"... (mas de quem, agora que o sentido da individualidade se foi?).
No fim do fim do poema, até a vida some - altura em que a morte a substitui.