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Homenagens : 

Brilho do Zumbi

 
O Brilho do Zumbi

Nessa vida
Passamos por provação
Até vulto da História
Sofre decepção.

Zumbi era homem de glória
Sagrou-se pela sua vitória,
Escrevemos a nossa memória
Nessa vida de emoção.

O vulto virou colégio
Referência na região
Todos com o privilégio
Beiru no coração.

Nas provações da vida
Um dia é festa; outro, comoção...
Mas com garra e energia afirmamos:
- Só os fortes a seguram com a mão.

Num tombo do destino
Some a referência da região
O golpe do desatino
Não tem preço, nem perdão.

O Zumbi fechou os olhos
Com essa comoção
Mas o coração ainda pulsa
Dentro do nosso peito então.

O antro do desapego
Não pode ser sua lição
Perdendo todo o sossego
O povo da região.

De honras e de glórias
Se vive com admiração
Mas ressurgindo das cinzas
A Fênix deu a sua lição.

Deus é forte e ilumina
Nos da força diante da sina
Onde a saudade desatina
A vontade de recuperação.

Seu brilho ainda inclina
Com galhardia da paixão
Zumbi volta e ensina
O real valor da educação.

Marcelo de Oliveira Souza,IwA
2x Dr. Honoris Causa em Literatura
Do blog http://marceloescritor2.blogspot.com
Instagram: marceloescritor






Marcelo de Oliveira Souza,IwA
Dr. Honoris Causa em Literatura
site: www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net - Concurso Literário
blog: http://marceloescritor2.blogspot.com
Instagram: @marceloescritor

 
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marcelooso
 
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 05/11/2019 20:23  Atualizado: 05/11/2019 20:24
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2018
Localidade: Azeitão/Setúbal, Portugal
Mensagens: 1007
 Eis Zumbi ...
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Morto vivo eu já sou …
Se só e rigorosamente de objectos
Mortos se compõem museus,
Morto vivo eu já sou, não estranho,

Fui partido, deixados mil e cem bocados
No labirinto em que me fingi preso,
Duvido que o vento teso
Ou o sol do meio-dia, me encontrem vivo,

Pois sinceramente me sinto morto,
Pra vida que nunca quis ter… …
Eis quanto comum de facto sou,
Ao ponto de ter vulgar umbigo;

Peculiar adereço em mim, o estar
Sem estar, a dor sem hiato ou subtítulo,
Desprezo de inglorioso palhaço de circo,
Desses sem palco nem apreço,

Velhaco tecido a palha, pseudónimo-erudito
E canalha com firma-reconhecida, mal pago
Taberneiro, manhoso com ácaros nos
Testículos e na mal-formada verga

O sujo, besuntado a tinto e canja de
Galinha gorda, na barriga tatuo “marujo”,
Sem jamais ter raspado nos flancos
Um batelão, nem de joelhos o convés,

Contramestre da ignomínia, da infâmia,
O coração, se pudesse, fugiria de mim,
Tão vulgar sou, sete sobre sete dias
Suo que nem camelo perante o Alfage

Mauritano, cerebelo de Sapo e Urubu,
Pinta de fuinha, saio ao meu avô Garim,
Morto externamente vivo …




Joel Matos 04/2019
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