desabjeto ao desobjeto, talvez eu seja.
Ao poeta cabe:
- interagir com gente potencializada ao abandono
- otimizar a beleza a seu modo onn e off
- retocar e aliviar o desmundo
- ter o acriançamento dos sentidos e das palavras,
já que tudo se enxerga em termos utilitários
- interpretar/destoar e despintar/tonalizar as cores
- dar vida às sombras
- contemplar a miséria e os escombros
- ser cronista do que é descartado pela história
- ser abjeto consigo na coroação àquilo que se vê
- ver/rever/transver sua natureza de fora pra dentro e de dentro pra fora
- parafrasear a vida na frequência dos opostos
mas...
- poesia é inutensílio e tem o fim em si
- a sua utilidade não prevê lucro
- seu desassossego é um refrão teimoso em se desvirginar
- o fazer literário ou artístico são tidos como inúteis,
cabe então à poesia abraçar o que não leva a nada
entre os seres desimportantes e coisas desúteis.
- o poeta não precisa saber do roteiro vital de cor e salteado,
posto que a Ele basta a melodia no ouvido.
etcétera e tal.
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Rehgge Camargo_________________________________
"o poeta absorve, filtra e exala."