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Ao poeta cabe:

 


desabjeto ao desobjeto, talvez eu seja.


Ao poeta cabe:


- interagir com gente potencializada ao abandono

- otimizar a beleza a seu modo onn e off

- retocar e aliviar o desmundo

- ter o acriançamento dos sentidos e das palavras,
já que tudo se enxerga em termos utilitários

- interpretar/destoar e despintar/tonalizar as cores

- dar vida às sombras

- contemplar a miséria e os escombros

- ser cronista do que é descartado pela história

- ser abjeto consigo na coroação àquilo que se vê

- ver/rever/transver sua natureza de fora pra dentro e de dentro pra fora

- parafrasear a vida na frequência dos opostos

mas...


- poesia é inutensílio e tem o fim em si

- a sua utilidade não prevê lucro

- seu desassossego é um refrão teimoso em se desvirginar

- o fazer literário ou artístico são tidos como inúteis,
cabe então à poesia abraçar o que não leva a nada
entre os seres desimportantes e coisas desúteis.

- o poeta não precisa saber do roteiro vital de cor e salteado,
posto que a Ele basta a melodia no ouvido.
etcétera e tal.

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Rehgge Camargo
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"o poeta absorve, filtra e exala."

 
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Rehgge
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Enviado por Tópico
Rehgge
Publicado: 17/02/2026 17:33  Atualizado: 17/02/2026 17:33
Membro de honra
Usuário desde: 04/05/2023
Localidade: São Paulo
Mensagens: 383
 Re: Ao poeta cabe:
humm...

algumas verdades pertinentes e indizíveis
num mundo cor-de-rosa

precisei exteriorizá-las

kk

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