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Siamesas

 
Nefasto lobo nas alturas de uma folha de papel
Inútil patrocinador de tantas palavras inúteis
Arde porco! Em pelo com teus olhos voltados para o céu
Porem acredite, é no inferno que da tua face cai o véu
Em quais desejos profere teu escarnio purulento
Oh! Verme rastejante e prolixo, tu proliferas no lixo
Tiras tua coroa de lata que necessita de polimento
Abaixa tua cabeça de vento, a humanidade deveria ser inata
Uiva na noite, pois a lua já desponta no horizonte
São teus os dejetos que flutuam na latrina
Mastigue-os, com tua boca ruminante bovina
Nesta senzala flutuante que não é uma caravela
Tu vomitas e o fazes com efeito deletério
Preso nesta cova que desova neste frio cemitério
Restos deste entojo vergonhoso e vazio
Palavras que os ventos levam pelos ares do Brasil
Nada mais possuis, eu sei e é bem verdade
Nem mesmo a dor de nunca ter sido parido
Tua boca desdentada que engole o grito
Por teu pretenso excesso de liberdade
Almas siamesas que se engalfinham por toda a eternidade.
KKKKLoram

 
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Kai
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Enviado por Tópico
JorgeSantos
Publicado: 11/12/2019 10:12  Atualizado: 11/12/2019 11:46
Da casa!
Usuário desde: 28/06/2019
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 Re: Siamesas crias de lobo
Kai kai ...











Ladram cães à distância,
Mato o "Por-Matar" ...



Ladro de cães à distância e uma vela acesa,
Inúteis mecenas que despertam o ardor
Da cria que me habita e cuido e velo, grito
Pois creio, ser eu lobo, mais lúcido que ouro

E que alguma vez fui e o desejo me acena,
- Oh, como desejo a caça grossa, arguta,
E não capoeira onde jazz ovelho mal morto
E a tesão que dá matar o "Por Matar", o manto

Sinto-o ter da morte aqui e ao lado, esgoto
Do veio da vida, enquanto este é cenário
Lívido da morte, encoberto, invisível corre
Do prado pra moita certa, boca de sena

Cega à navalha, eu superior e ela presa,
E os cães ladrando "à tona", à distância
De uma vala e uma vela se apagando,
Morte certeira, noite encenada, navalha

De barba, mato o "Por Matar", degolado
Como manda o código da Ordem, Barbeiro
O som da morte a quebrar, inesquecível
E tão pouco curável quanto a reles loucura,

Ladro de cães à distancia e a gamela e os
Restos no prado do despojo, no restolho ruivo
Suplicado em vermelho sangue, de guerreiro
Meu credo pois o creio meu uivo, o do lobo

E ao uivar ao céu agradeço à Deusa Magia
E a Belenus quando irrompe, consagrando
O dia Basco do Druida Lobo, a meu mando
Age o fogo que consome os montes, o dom...

O dou aos amantes, eu me elevo, assombro
E mito nas palavras que me velam, devotas
E por revelar, envolto em mistério e morte,
E por matar me vou leve e em voo de bruxo

Mago...







J.S./J.M.