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Poemas : 

Berço eterno

 
Tags:  poema    vida    critica  
 
A vida beija o humano,
com o sopro de vida.
Subitamente ao nascer,
acorda e anseia por viver,
sem perceber o seu engano.

Mas, logo que é capaz,
sente o sentido da vida
e nasce chorando,
contra tudo reclamando,
a procura de alguma paz.

Sofrendo sensível temor,
ao contemplar o exterior
expulso, sem piedade
do seu ninho materno,
o útero, seu berço eterno.

Lutando contra o minuto,
sugando a eternidade
no seio da humanidade,
sem conseguir escapar
ele sobrevive à verdade.

Abraçando o mundo
com suas ideias futuras,
até agora, tão imaturas,
confirma sua dificuldade,
em sobreviver à maturidade.

 
Autor
Helio.Valim
 
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