Poemas : 

Da pele, o eco

 


O tempo vagaroso

na demorada despedida das mãos.



Tudo o que fica é esse calor que insiste

um ténue eco de pele

a procurar ainda a forma da outra.



Há um silêncio que se estende

o mundo respira devagar

com medo de interromper o instante que se desfaz.



Imóveis

sabemos que partir é sempre um gesto incompleto.

Algo fica preso

no espaço que se abre quando deixamos de tocar.

Um resto de luz a acompanhar o passo

como se a memória das mãos ainda caminhasse connosco.




 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
207
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
4 pontos
2
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Alpha
Publicado: 30/07/2026 17:44  Atualizado: 30/07/2026 17:44
Membro de honra
Usuário desde: 14/04/2015
Localidade:
Mensagens: 2385
 Re: Da pele, o eco
Olá Idália

No intervalo das mãos, onde a distância adormece
Ergue-se um vestígio de íntima arquitetura
Pois aquilo que se parte nunca inteiro desaparece
Fica a sombra do toque na memória da ternura!

Há gestos que partem sem desaparecer. Ficam na memória silenciosa da pele, nesse lugar onde a ausência ainda conserva a forma da presença!

Abraço

Links patrocinados