Poemas : 

Da pele, o eco

 


O tempo vagaroso

na demorada despedida das mãos.



Tudo o que fica é esse calor que insiste

um ténue eco de pele

a procurar ainda a forma da outra.



Há um silêncio que se estende

o mundo respira devagar

com medo de interromper o instante que se desfaz.



Imóveis

sabemos que partir é sempre um gesto incompleto.

Algo fica preso

no espaço que se abre quando deixamos de tocar.

Um resto de luz a acompanhar o passo

como se a memória das mãos ainda caminhasse connosco.




 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
32
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados