olhe as plantas
já foram verdes
quando o sal da vida
era a corrida
sem olhar à frente
olhe o coral tristonho
de vozes embargadas
incrédulas no adeus
olhe o rosto
outrora moço
no 'espelhomente'
do sorriso acidental
como podes não perceber
o que vês?
senão o êxodo
de dias contados
pra neste coitado renascer
a vontade de regressar
do futuro inclemente
sem nunca saber de nada
e
se soubesse no presente
o esmo que viria
nada me roubaria
o último suspiro até dizer
por quê?
porque num instante
morro à sua frente
tão longe de teus olhos
no cortejo fúnebre
roubando toda graça
do porquê nascer
ora, mas morrer
é a resposta sem pergunta
de sim e não
de tudo e nada na ilusão
do vazio eterno
tão vivo neste chão
***
Rehgge Camargo
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# peco pelo abraço que não dou e traço só, no leito,
um jeito de fazer tudo o que penso e não faço. ass: EU