Já mordemos à presença e desfrutamos da nutrição do contato sem plantar,
Bebemos noites e dias completos sem preparar a terra,
Sentamos à mesa do prazer servidos da paixão,
Ao levantarmos notamos o vazio no coração.
Saboreamos as variedades que julgamos plantar,
O que colhemos com identidade perpetuou de nossas mãos,
Feito uma marca frojada pelo esforço,
Aquilo que se desfez entre os dedos não foi original,
Uma semeadura sazonal.
E nessa estação semeamos identidade,
Olhamos o ciclo , a preparação
Adubo com lágrimas e resiliência
Roçamos os defeitos, gastamos os recursos,
Damos fim a suprimentos externos,
Tateamos a terra, personalizamos a plantação
Em tudo temos cuidado e legitimamos a espera,
Aguardamos uma nova estação.