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As Ruas .

 
Tags:  o poeta ea solidão  
 
Aos três anos, soltaram a minha mão;
foi onde as marcas da minha vida começaram.

A solidão se tornou a minha mãe,
e os maus-tratos se tornaram meu pai.

Como não crescer com um coração vazio?

Em todos os dias, eram julgamentos,
caridades com rostos virados
e piedades que vinham em palavras,
como coitado.

Milhares de pessoas passavam por mim todos os dias,
e aqueles que conseguiam me ver
eram como um pingo de suor no deserto.

Não temos identidade,
comprovante de residência,
e mal sabemos como somos em retrato,
pois nas ruas não existe ego
ou caprichos de beleza.

Apreciamos sorrisos,
mesmo que nossos sorrisos
sejam apenas por comida
ou cobertores de noites frias,
deixados por pessoas que passam
de vez ou outra em nossas vidas.

As ruas, em todo o mundo, são referências,
onde vivem pessoas que não existem,
apenas vivem.

Como não crescer com o coração vazio?
 
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o poeta ea solidão
 
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