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Escrever ao som de... 2008

 
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Na nossa segunda semana, tivemos mais alguns poemas extraordinários, escritos por agniceu, Benjamin Pó, Rogério Beça, Aline Lima, AlexandreCosta, Alpha, klopes, Alemtagus, Liliana Jardim e HorrorisCausa.
Ficaríamos muito felizes se mais poetas se juntassem a nós nesta comemoração dos 20 anos do Luso-Poemas.
Lembramos que, a qualquer momento, caso queiram adicionar poemas aos que já temos de 2006 e 2007, podem fazê-lo sem problema.

Vamos recordar agora o ano de 2008.

A primeira canção é de Lenine, um dos artistas mais respeitados da música popular brasileira contemporânea. As letras de Lenine destacam-se pela profusão de metáforas, que acompanham reflexões sobre o quotidiano e a condição humana. Certamente que esta canção irá inspirar ótimos textos dos nossos luso-poetas.

A segunda canção é um instrumental dos Dead Combo, um projeto português que durou até 2020. Nesta canção, Tó Trips e Pedro Gonçalves criam uma atmosfera cinematográfica, onde as guitarras contam uma história sem palavras. Vale a pena, como sempre, dar atenção ao vídeo que acompanha a canção.

Lenine - "Martelo Bigorna"


Dead Combo - "Putos a roubar maçãs"


Nota: Caso não se identifique com nenhuma das canções sugeridas, pode inspirar-se numa outra, desde que seja do ano a que se refere o post. Neste caso, não se esqueça de colocar o respetivo vídeo.


 
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Luso-Poemas
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 23/02/2026 19:23  Atualizado: 23/02/2026 19:23
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 Re: Escrever ao som de... 2008
Fui ali morrer devagar
A qualquer chão mudo
Entr'as folhas caducas
Sem ter de te esperar
No meu mundo surdo
Nas tuas vidas loucas

Vou lá também ser eu
Coisa que foi ninguém
Nuvem passageira sós
Que olhares esqueceu
À memória de alguém
Minha ou tua sem nós

Agora não te alcancei
Miragem de horizonte
No outro lado do mar
Que me canta não sei
D'água pura na fonte
Que me quis ver voar

Enviado por Tópico
MarySSantos
Publicado: 23/02/2026 21:12  Atualizado: 23/02/2026 21:14
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 Re: Escrever ao som de... 2008
corredeira

sem medo
de abrir fendas no próprio destino
de rasgar a terra
para encontrar caminho
de carregar no peito o eco antigo
de tudo o que já fui
e do que ainda persigo

sem doma
sou água inquieta
que aprende com cada pedra
atravessada
que se curva mas não cala
que segue
mesmo quando a noite fala

sou rio de planalto
correndo em desespero obstinado
tropeçando nos ressaltos...

e quando o vale se abre
diante de mim
celebro chegada
lambendo margens devagar
até fazer-me contorno
de remanso

amanso..

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