Poemas : 

Solidão

 
Qual alma solitária
Vagueio pela cidade
No meu jeito errático

No meio da azáfama
Sou mais um na multidão
Uma gota de água num oceano

Um oceano de caras anónimas
Um oceano de histórias vividas
Um oceano de histórias por viver

No local mais recôndito
Desta alma desamparada
E interdito à curiosidade alheia

Sinto-me só
Perdi a tesão e a esperança
Mas não estou na merda

Sei que para chegar à solitude é preciso passar primeiro pela dureza da solidão.

27 de Maio de 2026

 
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DCM_78
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