Qual alma solitária
Vagueio pela cidade
No meu jeito errático
No meio da azáfama
Sou mais um na multidão
Uma gota de água num oceano
Um oceano de caras anónimas
Um oceano de histórias vividas
Um oceano de histórias por viver
No local mais recôndito
Desta alma desamparada
E interdito à curiosidade alheia
Sinto-me só
Perdi a tesão e a esperança
Mas não estou na merda
Sei que para chegar à solitude é preciso passar primeiro pela dureza da solidão.
27 de Maio de 2026