Antes do mapa, do risco e do traço, cultuavam o Sol,
Em sua própria língua, sem português e sem espanhol.
Não são visitantes, não "chegaram" ao cais... eles são a raiz,
A escrita da terra, a memória que a mata conduz e diz.
Enquanto o rio desenha o seu caminho azul,
O indígena tece o mundo de norte a sul.
Pintura no rosto é o mapa do coração,
Onde o bicho e a planta são a mesma nação.
O dia dezenove é apenas um véu,
Respeito vem da raiz, sob o olhar do céu.
A história não cabe em data marcada,
Pois a história do índio é sua jornada!
Todo dia é dia de pescar e plantar,
Todo dia é dia de dançar e cantar.
A mata não marca o tempo e o lugar,
Respeito... é todo dia, não devemos nos calar!
Tupi... Guarani... Pataxó...
Krenak... Yanomami... Xavante... é um só!
Cada nome é história, cada voz é nação,
Nenhum povo verdadeiro vive de ocasião!
Dizem que é dia dezenove de abril,
Mas o peixe não marca, o tempo no Brasil.
A floresta não olha, o relógio na parede,
O indígena vive, o que a alma pede!
DEVOLVAM A TERRA, DEVOLVAM A TERRA,
AOS POVOS ORIGINÁRIOS!
O DONO DO CHÃO NÃO LÊ CALENDÁRIOS,
A POSSE É DO SANGUE, A HERANÇA É ANCESTRAL,
A VIDA DO ÍNDIO... É O SEU MANANCIAL!
DEVOLVAM A TERRA, DEVOLVAM A TERRA,
AOS POVOS ORIGINÁRIOS!
O DONO DO CHÃO NÃO LÊ CALENDÁRIOS,
A POSSE É DO SANGUE, A HERANÇA É ANCESTRAL,
A VIDA DO ÍNDIO... É O SEU MANANCIAL!
Por isso eu canto e não vou calar:
O indígena existe em todo lugar.
Não é só em abril que ele tem seu lugar,
É todo dia... que a vida se faz honrar!
Quem honra a terra...
Honra a vida!
Não só em abril...
É TODO DIA!
DEVOLVAM A TERRA!
DEVOLVAM A TERRA!
Geremias
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"Devolvam a Terra" é um manifesto musical que transcende a efeméride do 19 de abril para denunciar a dívida histórica do Estado brasileiro com os povos originários. A obra utiliza o estilo World Music para fundir ancestralidade e protesto, focando em três pilares centrais:
Soberania Territorial: Reafirma que o direito à terra é ancestral e precede a formação do mapa político atual.
Ruptura Decolonial: Questiona o "calendário colonial", defendendo que o respeito e a existência indígena não podem ser limitados a uma data comemorativa.
Identidade das Nações: Dá voz à pluralidade de povos (como Yanomami, Krenak e Guarani), combatendo o apagamento cultural e a generalização histórica.
A canção é uma ferramenta de conscientização social e ambiental, destinada a provocar a reflexão sobre sustentabilidade, direitos humanos e a urgente demarcação das terras indígenas.
Geremias Bom Sucesso