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Escrever ao som de... 2017

 
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Mais uma semana que passou, com poemas muito interessantes de Alemtagus, AlexandreCosta, Alpha, Luxena, Benjamin Pó e klopes. O livro vai tomando forma, mas há sempre um poema que falta: o seu! Não deixe de participar.

O ano de 2017 promete! Vamos lá.

A primeira canção é “Vilarejo”, que junta Arnaldo Antunes, músico brasileiro ligado à poesia e à música experimental, e Carminho, uma das vozes mais reconhecidas do fado contemporâneo. O tema integra o álbum "Arnaldo Antunes ao Vivo em Lisboa", registando um concerto na capital portuguesa. A canção tinha sido originalmente gravada pelos Tribalistas, mas ganha aqui uma interpretação que não fica atrás do original.

A segunda canção é “Amar pelos dois”, interpretada por Salvador Sobral, cantor português que se destacou pela sua abordagem contida e pelas influências do jazz. O tema integra o álbum "Excuse Me", embora tenha sido apresentado num contexto mais amplo, no Festival Eurovisão da Canção 2017, onde venceu o concurso. Escrita por Luísa Sobral, a canção ganhou projeção internacional e tornou-se um marco na música portuguesa recente.

Arnaldo Antunes e Carminho – "Vilarejo"


Salvador Sobral – "Amar pelos dois"


O som está lançado. O poema, agora, é seu.

Nota: Caso não se identifique com nenhuma das canções sugeridas, pode inspirar-se numa outra, desde que seja do ano a que se refere o post.



 
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Luso-Poemas
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 27/04/2026 19:00  Atualizado: 27/04/2026 19:00
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 Re: Escrever ao som de... 2017
Há que dizê-lo com coragem e veemência
Esses qu'aqui governam são mau exemplo
Penduram o povo por soltura das palavras
Não por medo torturante elevado a ciência
Ou liberdade d'edificar aqui o vilão templo
Ou pelas rugas que dão à terra mil lavras

Uns mudos deambulam-lh'a trémula lauda
Esguichavam algumas frases feitas roucas
Rimavam sem rima os seus escritos d'alma
A mudez doente feriu mortes que defrauda
Lá definhava ela sem poesia e vidas poucas
Loucas tais poucas que no depois s'acalma

Quero-te o reino no fio d'espada traiçoeira
O desejo e essa tanta fome de ser grande
E depois nascer nada mais que ser imortal
Despido de gente que t'seja justa e inteira
Voz capaz d'ecoar mais alto e te comande
Esse nu chão de pedras que me fora fatal

Levo agora uma maldição de trinta moedas
No teu corpo desalmado tão amargo troféu
No meu caminho olhos vazios com pobreza
Que tomam do purgatório velhas labaredas
No negro abraço da sombra qu'foi meu céu
Doeste-me por saber que me eras incerteza

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