
| Enviado por | Tópico |
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| Alemtagus | Publicado: 27/04/2026 19:00 Atualizado: 27/04/2026 19:00 |
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Há que dizê-lo com coragem e veemência
Esses qu'aqui governam são mau exemplo Penduram o povo por soltura das palavras Não por medo torturante elevado a ciência Ou liberdade d'edificar aqui o vilão templo Ou pelas rugas que dão à terra mil lavras Uns mudos deambulam-lh'a trémula lauda Esguichavam algumas frases feitas roucas Rimavam sem rima os seus escritos d'alma A mudez doente feriu mortes que defrauda Lá definhava ela sem poesia e vidas poucas Loucas tais poucas que no depois s'acalma Quero-te o reino no fio d'espada traiçoeira O desejo e essa tanta fome de ser grande E depois nascer nada mais que ser imortal Despido de gente que t'seja justa e inteira Voz capaz d'ecoar mais alto e te comande Esse nu chão de pedras que me fora fatal Levo agora uma maldição de trinta moedas No teu corpo desalmado tão amargo troféu No meu caminho olhos vazios com pobreza Que tomam do purgatório velhas labaredas No negro abraço da sombra qu'foi meu céu Doeste-me por saber que me eras incerteza |