Uma mosca com complexo de abelha-rainha. Aprendeu, desde cedo, a fazer bzzz bzzz para sobreviver. Tinha um repertório intelectual limitado em comparação ao veneno que carregava na bundinha;
Malandra, a mosquinha gostava de usar mascarazinhas. Pena que não combinavam com a sua linguinha, que era bem maior que a sua cabecinha. A língua fodia a porra toda: tinha ali um chorume e deixava rasto.
A mosquinha, só não fodia o que tinha de foder, pois sozinha não conseguia; então, usava os outros — era a sua única via.
E a mosquinha, como era mosca, fazia mais co có do que de bzz bzz.
Enfim, vá lá, vá lá...
Vá cagar.
Mas pare de me fazer querer vomitar o intestino pela boca.
Espera.
Vou aqui passar repelente.
E, por favor, não me envie mais pizzas pequenas.
Eu tenho em mãos um mata-moscas potente.
E faz um barulho estridente.
Mudei as lentes do meu óculos e tenho aqui uma mira potente.
Rebeca Hilst Gullar