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A CURVATURA FLEXÍVEL DOS PONTEIROS DE UM RELÓGIO

 
São oito e picos, ponto e tal,
gira que gira o Mundo,
que me parece sempre igual.


Iguais, me parecem, também,
na rua, as gentes lá fora,
fazendo passar-se por alguém.


E o relógio que não pára nunca,
bate invariavelmente
nas vidraças de uma espelunca.


Na taipa d’uma luxuosa mansão
ou nas ondas Hertzianas,
repetindo a mesmíssima canção.


Antecipando-me ao expectável
vou por diferente caminho,
compro um carro descapotável.


Eis aqui uma “novidade”, amigo,
saí da cepa torta…
que não sou eu o vosso inimigo

.
São nove e picos, ponto e tal,
virou a hora e o mundo,
que assim se fez, menos banal.


Jorge Humberto
16/04/2026


 
Autor
JORGEHFRANCISCO
 
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