Volto à senda em retalhos a construir,
Eras o olho da aurora, cotovia;
Poderias ser sol nas manhãs frias,
Mas tua estrela cessou de reluzir.
Nos arranha-céus de Paris — ó cidade-luz —,
Iluminas mil vias, mil destinos;
Teus olhos e tua boca, já sem sono,
Cantam no azul anil que em mim reluz.
Na profundeza da noite, as ruas estreitas
Guardam lume fresco nas arestas frias,
Sem jamais alcançar as altas estrelas.
Aproxima-se a despedida ao som divino;
Meus violinos se calam nas maresias,
Na profundeza de um cântico cristalino.