(25 de Abril, democracia ou inépcia?)
A vinte cinco de abril, primavera,
remoto ano de setenta e quatro,
depois de uma longínqua espera
e de um difícil e trabalhoso parto,
a liberdade, já então não quimera,
desceu à rua, estava o povo farto
mas feliz, como a luz que reverbera
e expande, na certeza de um facto.
E foi de tal modo a gran ingerência,
que, os homens de abril, fardados,
sem sangue nas mãos, pura ciência,
derribaram, rude, Contra-almirante;
Sois, pois, vós, ó povo, ó injuriados,
a decidir o que querem - doravante.
Jorge Humberto
25/04/2026
(para Alexandre)