Há uma revolta,
um mar furioso que não pede licença,
fustigando a frágil
e pequena embarcação.
O tigre que habita o Oceano,
entre o diáfano e o ingénuo,
faz resplandecer a raiva
que trago ancorada no peito.
Este coração, ainda inocente,
obriga-me a escrever com tinta no papel rasgado,
único modo de drenar a alma
corrompida pelo mofo da mágoa.
Mas sobre o limiar do ontem,
entre o fumo e o milagre,
as cinzas aprendem a voar.
A Fénix ocupa o seu verdadeiro lugar.