Poemas : 

prelúdio

 

"Teu, para sempre, encantadora dama, enquanto a máquina deste corpo me pertencer."

[b](Hamlet)[/]
Cena II, Ato II








Eu quis inocentar aquela culpa viciada
Em olhos confidentes e à única acepção
Devolvendo a dor que ocupa, vezes não
Na terra onde carrego minhas escadas

Ao subir em convulsão, toda uma vertigem
Na parte derrotada das palavras casuais
Quanto mais ar se for, mais cenas insistem
Quanto maior o exemplo de tantos finais

E eu cheguei a crer em lados que pretendia
Eu levava uma hora pra entender o corpo
Vestir os olhos dela até a febre, mais um pouco

Então, eu quis sentir a sua estratégia arredia
Qual marca lívida ao instante que eu precisava
Para a chuva molhar essa minha dor ajustada







E lá, eu.
desci.


a retirar

 
Autor
Azke
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