Poemas : 

espera

 
"O instrumento fatal se acha em tuas mãos, sem guarda e envenenado. Minha astúcia se virou contra mim. Jazo por terra para sempre. (...)O rei... É ele o culpado."

(Hamlet)
Ato V, cena II









Todo esse tempo e eu procurei suas respostas
Comum acordo entre minhas expectativas
Nos olhos vagos que eu queria perder a saída
Onde eu via os seus desejos ao que me devora

Todo esse tempo e eu consentia, apenas
Um passo após e logo me soube perdido
Gritando um nome do avesso e preferido
Meu quadro do seu corpo, minha queda e cena

Agora, enterro em meus dedos, essa suposição
Um mundo impuro e estreito, de fogo, de chão
Somente eu por testemunha dessa pobre fé

O púlpito onde recomeço um conto qualquer
Com estórias vencidas e poemas imperfeitos
Na ilusão que queima de noite e dias inteiros.








Até se desencontrar,







a retirar

 
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Azke
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