Sonetos : 

RELVA DE AGOSTO

 
 
Quebrei meus espelhos, neguei meu ego
Mãos cálidas tocaram meu rosto
Vi por quantos caminhos andei cego
Quedei na relva pálida de agosto

Erros brotaram dos galhos sem flor
Simples a escolha por dias cinzentos
Gotas de orvalho lavaram a dor
A alma insensível ignora lamentos

Minh'alma não tem paredes, passagens
Hoje é reflexo de duas imagens
O inatingível espaço do olhar

Indelével luz de estrela no mar
Noto que a noite também é fugaz
E que é efêmera a minha paz


Uma vida, outra ida e na brisa lenta o vento tenta, venta, inventa...eterna partida.

 
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augustocola
 
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