Quebrei meus espelhos, neguei meu ego
Mãos cálidas tocaram meu rosto
Vi por quantos caminhos andei cego
Quedei na relva pálida de agosto
Erros brotaram dos galhos sem flor
Simples a escolha por dias cinzentos
Gotas de orvalho lavaram a dor
A alma insensível ignora lamentos
Minh'alma não tem paredes, passagens
Hoje é reflexo de duas imagens
O inatingível espaço do olhar
Indelével luz de estrela no mar
Noto que a noite também é fugaz
E que é efêmera a minha paz
Uma vida, outra ida e na brisa lenta o vento tenta, venta, inventa...eterna partida.