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"do primata"

 
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"Não onde ele come, mas onde é comido. Certa assembléia de vermes políticos se ocupa justamente dele. Um verme desse gênero é o verdadeiro imperador da dieta. Engordamos as criaturas, para que nos engordem, e engordamo-nos para dar de comer aos gusanos. Um rei gordo e um mendigo magro são iguanas diferentes; dois pratos, mas para a mesma mesa: eis tudo."
"HAMLET: Pode-se pescar com um verme que haja comido de um rei, e comer o peixe que se alimentou desse verme.
O REI: Que queres dizer com isso?

HAMLET: Nada; apenas mostrar-vos como um rei pode fazer um passeio pelos intestinos de um mendigo."

(Hamlet)
Ato IV, cena III









Ei-lo, cru. Recoberto de musgo
Um apelo transparente de revés
De dedos no cu, pardo no escuro
Cozinhando o rabo entre seus pés

A mágoa de perder o par encontrado
Tempos em que havia se prostituído
Agora é só a raiva viscosa, mero rato
Esperando o instante de ser parido

Ouve, besta-fera, de epiderme ruim:
As suas cócoras ainda vão te visitar
Na morada dos decadentes infectos

Lê, filho de pouca puta: é linha, assim:
Que te regenera em espaço de voltar
Voltar e receber a chibata, decerto!






e depois, tornar em digerir.


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Autor
Azke
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