Terça-feira, 09 de junho de 2026
Ontem foi um dia relativamente bom para o poeta, mesmo não escrevendo nada e nem agendando o exame de sangue no Posto Medico da Vila Embratel.
Apanhou um Paraiso-Jambeiro, desceu no Terminal da Praia Grande, aproveitou e deu um pulo na banca de Dona Loura em frente e para sua boa surpresa arrebatou um Edgar Alan Poe em “O Misterio de Marie Rogêt” e uma escritora alemã e pelo sobrenome pensou ser parente do mestre Herman Hesse -Annette Hesse em “A Interprete” – o velho e sempre sábio (nem tanto) Hall, o mestre da IA(inteligência artificial), meu oraculo nem sempre confiável -mesmo assim o consulto diariamente para analisar meus velhos textos – disse-me que não há vinculo nenhum de parentesco, são apenas conterrâneos de gerações diferente. All right, mestre!
Na CEMARC da Alemanha milagrosamente agendou a tomografia com contraste para dia 17 na Santa Casa de Misericórdia, no centro. Obrigado Senhor!
Na volta encostou na biblioteca publica da Deodoro, e como um ritual louvou os bustos de Gullar e Aluisio Azevedo na praça do Panteon – Umas ciganas liam as mãos dos transeuntes, lembrando daquela musica “A cigana leu o meu destino” (“O Amanhã”) de Simone. Devolveu “Largo do Desterro” do mestre Montello” e pegou “Hilda Furacão” do mestre mineiro Roberto Drummond e “O Mito em Chamas” do conterrâneo Jose Louzeiro – autor dos icônicos – “Lucio Flavio, passageiro da agonia” e “a Infância dos Mortos”.
Hoje na oficina pela manhã. Nada de excepcional. Seu Jojó brabo como sempre porque o barbeiro vizinho ainda fechado. Dezão eloquente com a voz pastosa, efeito dos ansiolíticos. Velho Sam de stand-bye – qualquer momento a firma da área da Vale pode chama-lo – Já fez todos procedimentos, dos exames a abertura de conta bancaria.
Sr. Com furtou um pouco de tinta de Juvan para Dezão que voltou as suas atividades profissionais- reciclar e consertar carros de mãos. O vistoso carro do irmão de Gordilho estacionado sobre a calçada em frente a casa deles. – visitar o pai doente. A galera do Restaurante Popular voltando felizes com suas sacolas e o precioso bandeco.
- Qual é o rango de hoje lá? Preguntou o poeta ao um passante com a sacola.
- Mocotó – respondeu sem sair da cadencia com o celular na mão.
Um 314-Vila Embratel subia rumo ao centro, seguido por uma caçamba media cor de vinho e de um bauzinho de entrega das Lojas Liliane. Seu Bude apressado e agoniado vindo de uma consulta particular que lhe custou 200 mangos fora os exames. A jovem e simpática mãezona com feições indígenas e seus quatros pixixitinhos, uma escadinha correndo na calçada e ela empurrando mais um no carrinho. A professorinha séria, um dos casos do finado BigBlack – eta caboco danado – deixou oito filhos e uma historia que o só o poeta se lembra. Calybon encerrou o expediente e o poeta subiu o morro.
Pela manhã lê Annette Hesse e a tarde Drummond.