Outrora um mar revolto
As ondas descontroladas e intermináveis
Reflectindo o conflito interno
Fruto de uma exigência acima de qualquer borrasca
Apaziguou-se o medo e a aversão à mediania
A luz do sol despontou
E perdoei-me por tudo o que a maré levou
Nunca foi sobre o ego beliscado
O desprezo era a melhor resposta
As emoções ficaram no fundo do mar
Tal como a âncora que fixa o barco
A tranquilidade e o silêncio vieram ter comigo
Em tempos tive uma bússola
Ignorava que para lá da técnica vem a emoção
E ser vulnerável não é ser fraco, é ser humano
Agora navego em águas calmas
Guiado apenas pelas estrelas
Hei-de chegar a um qualquer destino e o carinho e o amor vão lá estar à minha espera, sob a forma de um mar sereno.
7 de Agosto de 2026