A FLOR DA CONTRADIÇÃO
Sergio Oliveira
O pouco do que ficou,
Escondo fundo no peito.
A flor que você matou,
Vai reviver do meu jeito.
Hoje em um porto estrangeiro,
Senti um novo perfume.
Sigo o brilho ligeiro,
Do piscar de um vaga-lume.
Onde o brilhar me conduz
Creio encontrar a saída,
Devo seguir essa luz,
Ou me será proibida?
Vinda de um mundo gótico,
Um sonho, uma ficção;
Nasce no jardim exótico,
A flor da contradição.