O SILÊNCIO DAS ESTRELAS
Sergio Oliveira
Eu vejo-te tão calada
Com jeito de fim de festa,
Já é alta madrugada,
Silêncio é o que nos resta.
Já nem sei se tenho pressa
Ou deixo para depois;
O que a alma não confessa
É o tudo de nós dois.
Na palavra que seduz
Ou nesse abismo velado,
Surge um palco que reluz,
A iluminar o passado.
Onde a vida não tem fim,
Onde o tempo não alcança,
Vou guardar-te só em mim,
Vou levar-te na lembrança.