A vida nasce do pó
Apenas para se tornar cinzas
Nossa sociedade maldita
Está perto de ser abatida
Nada há o que fazer
Isso está girando desde o começo
Programado pra morrer
Adão fez isso por mim e você
Empilhamos tijolos
Apenas para que nossos tataranetos
Vejam a destruição do que construímos
Porque nada desse mundo possuímos
Sou mais um observador
Que será engolido no tempo, e esquecido
Na esperança de que, por Cristo, não seja esquecido
O verdadeiro Rei do verdadeiro Reino
Então, de ciclo em ciclo
Porque o tempo é filho da rotação
Uma espiral de sociedades vai nascendo e morrendo
Até que chegue o profano reino
Eva, que sempre dá ouvidos a serpente
Começa a se achar deusa, valente, autossuficiente
Adão, com preguiça, deixa ela fazer o que quiser
E a segue rumo a destruição
E então, vem a maldição
O trabalho árduo, as dores de parto
Fome, pestes, mortes, guerras
De ano em ano, vida que se encerra