O mundo, às vezes, se torna solidão.
E essa solidão
pode ser uma conquista,
que poucas pessoas possam habitar.
E ver com clareza,
no silêncio,
todas as emoções roubadas
de pequenos sentidos.
Como ver a beleza
em um pingo da chuva.
O sentimento de ver
o seu primeiro filho nascer.
O primeiro passo,
a primeira palavra,
em reconhecer:
mãe!
A saudade talvez seja mais importante
que o amor.
É ela que nos diz
quem realmente se faz importante
com a ausência.
Ela ultrapassa o tempo
em todas as coisas.
O amor é um suspiro,
depois a dor.
Às vezes,
a vida amarga,
as flores.
Ela se dá em sorrisos
ou lágrimas.
Todos somos assim.
O tempo,
ontem,
hoje
e amanhã.
Uma onda
que vem
e que vai.
Tento viver
sem olhar para trás.
E quando caminho,
fico de olhos bem abertos
para tentar não perder nada
que possa mudar meus pensamentos.
Tudo é como aprender.
E mesmo que eu tenha sentido tudo,
ou provado todas as emoções,
eu me renovo a cada dia.
Mesmo tendo a certeza
que sou o mesmo de ontem,
de hoje,
tentando sempre mudar
para algo novo
em cada amanhã.
O mundo, às vezes, se torna solidão.
E essa solidão
pode ser uma conquista,
que poucas pessoas possam habitar.
E ver com clareza,
no silêncio,
todas as emoções roubadas
de pequenos sentidos.