Poemas : 

Cartografia dos sítios do sol

 

Há sempre flores
que se abrem onde não esperamos
mesmo no quarto onde o corpo aprende a ser noite

ou

às vezes

é apenas uma janela
que não sabe fechar
o que sente

nem sabe o nome
das flores.


Então
recolhe as pétalas no enigma do silêncio

legado da permanência de sílabas
adormecidas no fundo de uma lua

até que a rota dos pássaros
saiba explicar
os lugares que abrem para sempre

os sítios do sol
íntima geografia da inocência das manhãs.







 
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idália
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