Muitas vezes,
eu imaginava
como seria viver sem você.
O medo de sofrer
me fazia antecipar a dor
que, por fim,
veio em meu coração.
Com a separação,
procurei refazer meus sonhos.
Peguei tudo que me deu ao passar dos anos —
fotografias,
cartas
e presentes —
e joguei
em um velho baú.
Eu acreditava mesmo
que estaria jogando
tudo que sentia —
como a esperança,
desejos,
carinhos,
saudades
e boas lembranças —
em um falso esquecimento.
Estou tentando levar
o meu dia
com um sorriso.
Os meus amigos me perguntam
se realmente tudo acabou;
eu fico meio sem graça
de responder,
mas como acabar algo
que eu ainda não comecei?
Eu posso sorrir
aos olhos de todo o mundo,
posso cantar
e dançar,
ficar,
como se diz,
de bem com a vida,
posso até tentar
encontrar um novo amor.
E, para isso tudo,
tenho que ser forte.
E tento ser forte,
mas, ao chegar em casa,
todas as noites,
eu fico
sempre um pouco triste.
Ponho uma música,
e sempre penso
em nós dois.
E o que eu sinto
aparece
em minhas lágrimas.
Olho para o velho baú,
onde joguei
tudo que eu vivi
e sentia por você,
em um falso esquecimento.
Então me vem,
em meu pensamento,
que eu seria verdadeiramente forte
se eu acreditar
que ainda te amo.
Vou lutar por meu amor
e tentar fazer você
também acreditar,
em nosso amor.
Muitas vezes,
eu imaginava
como seria viver sem você.
Peguei tudo que me deu ao passar dos anos —
fotografias,
cartas
e presentes —
e joguei
em um velho baú.
Tudo que eu vivi
e sentia por você
fica
em um falso esquecimento.
E o que eu sinto
aparece
em minhas lágrimas.