Poemas : 

Junto ao Tejo

 
O granito das vielas acorda,
Lisboa amanhece cinzenta.
No desespero ou no júbilo,
nas esquinas
do destino.

O Tejo guarda a memória
das caravelas que partiram
nas manhãs de pura ausência,
onde moram
os anseios.

O cais estende-se difuso,
fumo denso onde os sonhos vacilam,
antes de se fazerem vida.
A saudade é o esforço
dos dias.

A cidade ergue-se como abrigo,
à tormenta das marés severas.
O alvorecer bate nas colinas
com o vigor
do seu guindar.

Avançamos na calçada,
misturando o cansaço e o rumo,
no sopro cálido,
junto ao rio.


“Ausento-me na quietude das folhas que caem, quando a música do verbo se cala e a alma se agasalha em si mesma.”

 
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klopes
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Enviado por Tópico
FragmentosdeSonhos
Publicado: 22/09/2026 13:44  Atualizado: 22/09/2026 13:44
Da casa!
Usuário desde: 03/07/2025
Localidade:
Mensagens: 384
 Re: Junto ao Tejo
.
.
memória, partida, saudade e resistência

há dias cinzentos, perdas, incertezas e saudades, mas ainda existe um caminho.

Parabéns poeta

Gostei muito

Enviado por Tópico
klopes
Publicado: 22/09/2026 15:18  Atualizado: 22/09/2026 15:18
Super Participativo
Usuário desde: 15/02/2026
Localidade: Lisboa
Mensagens: 135
 Re: Junto ao Tejo
Um lugar, uma cidade, um rio podem ser abrigo e acalentar o nosso coração, tantas vezes amargurado pelas partidas que deixam saudade. Como as caravelas que num dia distante partiram e em que Lisboa foi esperança.
Cara poetisa, obrigado, pelas palavras tão generosas.
Carlos

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