Poemas : 

Junto ao Tejo

 
O granito das vielas acorda,
Lisboa amanhece cinzenta.
No desespero ou no júbilo,
nas esquinas
do destino.

O Tejo guarda a memória
das caravelas que partiram
nas manhãs de pura ausência,
onde moram
os anseios.

O cais estende-se difuso,
fumo denso onde os sonhos vacilam,
antes de se fazerem vida.
A saudade é o esforço
dos dias.

A cidade ergue-se como abrigo,
à tormenta das marés severas.
O alvorecer bate nas colinas
com o vigor
do seu guindar.

Avançamos na calçada,
misturando o cansaço e o rumo,
no sopro cálido,
junto ao rio.


“Ausento-me na quietude das folhas que caem, quando a música do verbo se cala e a alma se agasalha em si mesma.”

 
Autor
klopes
Autor
 
Texto
Data
Leituras
24
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
2 pontos
0
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados