Confissão
Minha doce amada, confesso:
- Que escutei todos os suspiros dos teus lábios que me beijam no sussurro da noite de luar.
- Que sinto teu ardor emergir de ti, afirmando-te a mulher que expulsa a solidão de mim.
- Que uma súplica de teu olhar dominou meu coração contrito impregnando-o de teu carinho.
- Que no teu corpo hirto me sacio do desejo enebriante de teu ser flutuando em teus odores libertos.
- Que logo me rendo ao teu domínio porque a tortura da tua ausência supera os laços da tua sedução.
- Que se meu corpo é martirizado nas garras da tua paixão de fera; minha alma se liberta em te amar.
Confesso a medo...
Poeta sem Alma
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