Desvarios
Quando a ilusão do impossível
nos toca, vil, vêm os desvarios
da mente insana na busca
d' amores prostituídos de valor
gerados no vazio do irreal.
E a ilusão s' esvai, esfuma-se
de loucura e se vai... Sem olhar...
Por isso, a desilusão é a inexistência
que desculpa somente a dor ferina
do erro que perjurou a alma.
Quem, na virtualidade, se desfaz
em desejos e fantasias eróticas, certo
que lentamente, sente a mentira vil
na podridão das almas; a sua,
inerte, e outra que jaz morta.
Ah, amores transcendentais, fruto proibido
d' amantes da solidão e de mil sonhos
movidos pelo terror feroz da perdição.
Que maldito artefacto me gera tortura
extrema de meu frágil ser corrompido?
Poeta sem Alma
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