lá fora,
cá dentro,
fogem
os segundos,
e o mundo
roda
fora de órbita.
parada,
cai
a lágrima,
lembrando
que ainda
existe
vida
depois
da tristeza
empedrada...
não é inverno:
é o fim do outono,
o início da primavera.
o coração,
[finalmente],
é mais
mar
do que serra.
um dia,
amanhã,
com a incerteza
das horas,
amanhecerei fora
do poema,
mudando o nosso olhar...
nesse momento,
haverá uma braseira
para aquecer os pés
e um abraço...