[Espelhos planos]
Novas alvoradas, velhos costumes.
Paisagem mostra sua face saindo do negrume.
Paredes de aço, espelhos revestidos de metal.
Olhar penetrante, deleite eternal.
A colheita ressalta o que você plantou
Faces no escuro que o vento não levou.
Mentes brilhantes vagueiam
nas costas de diálogos relevantes.
Como ignorar o desejo dos amantes?
Crianças construindo lições em safras de diamantes
O poeta, por um tempo, se ausenta
Mãe, poesia sempre ao seu lado o acalenta.
Espelhos planos refletem novas versões
De antigos olhares na superfície de novos corações.
Nuvem de poeira disfarça o cansaço da cachoeira,
Reflexos turvos confundem os tolos na tolice da vida alheia.