O que são esses vultos na estrada?
Perscrutou-me meu ego falido.
Tentando entender o que pensam
E atesto: não são seres animados.
Vejo através deste véu da mediocridade.
O que antes eram elogios.
Vejo através do véu da infelicidade
O que antes era desafio.
Passeiam espíritos marcados por falta de entusiasmo.
Parecem diurnos.
Mas são da noite.
Passeiam escondendo a maldade
Parecem honestos
Mas são filhos e pais da hipocrísia.
Posted by FRANCISCO JOSÉ B. DA SILVA
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