entre fluorescências
encontrei algo fosforescente
as belas estrelas que brilham
parecem que gostam da gente
eu tive um sonho
um vislumbre de vida
de bochecha colorida
com as cores da emoção
nisso, acerto o raio em cheio
no diâmetro do feixe calculado
puxei, puxei e veio
tenho uma estrela para mim!
é estranha
brilha tanto que me cega
mas não afirma nem nega
que está feliz, que há algum sinal
solta um aroma ácido que vai aos olhos
e começo a chorar
lembrando das fotografias que capturei
com os meus castanhos óleos
É o ferrão quem perturba a abelha.
Escrito por mim nos dias 14/08/2026 e 30/08/2026 em Brasília-DF.