Poemas : 

Verde-água

 


Habito paredes nuas
nos corredores da memória. Sou
neblina
sílaba vagarosa
aguarela de pássaros
e vinha-virgem
véu de buganvílias
debaixo deste alpendre
onde o tempo para. Descalça
parto por entre o emaranhado das folhas
transponho a doce luz aberta nas sombras. Nítida
a crescente harmonia do silêncio. Abrigo-me
no azul esvoaçante. Desperto
leito
rio
pedra
espuma.
E lá
no verde-água distante
onde moram as gaivotas
clareia o poema
em círculos de céu
e de vento.

Chamam por nós.





 
Autor
idália
Autor
 
Texto
Data
Leituras
228
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
8 pontos
2
3
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Naty
Publicado: 30/08/2026 11:12  Atualizado: 30/08/2026 11:12
Colaborador
Usuário desde: 13/11/2010
Localidade:
Mensagens: 1484
 Re: Verde-água
Parabéns pela sua poesia linda poetisa querida.
Beijo da Naty

Links patrocinados