Poemas : 

Sozinha

 
o tecido do corpo
à noite, quando escurece definitivamente
e se desenham as linhas engenhosas da pele na lua,
num mar de silêncio

e janelas abertas

quando tudo parece ter fim e o desassossego do sono se dobra sobre si mesmo
escondendo-se como descoberta
nos lençóis amplos e alvos em flor.

 
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gillesdeferre
 
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