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Sons da memoria

 
O silêncio verte pelas fendas da memória
trazendo os sons que alguém guardou
sou o rascunho de uma antiga história
que o tempo, ainda não apagou.

Ouço o bater das horas nas folhas branca
onde o silêncio se instala sem pedir licença
há uma insistência lenta nas horas vazias
e uma silhueta antiga que se faz presença.

Abro as mãos e deixo que o vento recolha
os segredos que a boca não soube gritar
cai no chão a memória, como uma folha
pétala cega que muito se cansa de esperar.

Somos feitos de cinza e de vento
poesia oculta que a alma guardou
âncoras soltas num mar de esquecimento
onde a tempestade erguida não me calou.

Mantem-se o verso nu, preso ao papel
a olhar o relógio que não quer abrandar
esta busca constante por uma paz estável
enquanto a realidade persiste em te lembrar.

Escrito a 25/07/26
 
Autor
Liliana Jardim
 
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Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 25/08/2026 21:44  Atualizado: 25/08/2026 21:44
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 Re: Sons da memoria p/ Liliana Jardim

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