Minhas ânsias descabidas,
Como sóis indecisos, suspensos,
São coisas profundas e lisas,
Indícios de amores intensos.
Nem todas as cousas são indizíveis:
Sóis, ritos, professos incensos…
E há na alma, a outros níveis,
Vestígios de mares, contra-sensos.
Ah, dorme ao relento o meu ser,
Em todo o seu existencialismo.
Antes ser do que parecer,
Que proceder de algum comodismo.
Com ou sem propósito, é no haver
Que reside a questão da existência.
Pode haver, ou não, razão de ser.
O que importa é a nossa consciência.
Jorge Humberto
08/09/2026