Ah, mas eu sou tão profundo
e tenho tantos Eus na alma,
que, bem lá no fundo,
onde está a calma,
ninguém sabe
em qual dos mundos,
por onde espreita
a minha fértil imaginação,
a porta se abre,
para dar lugar ao meu coração!
Mas, também,
não tenho um único jeito,
pregado
junto ao peito,
sou de todos e sou
de ninguém,
e, às vezes, sou tramado,
com quem
mal me julga e já esconjura.
Mas, aí, o meu doce e
terno coração,
não fica remoendo
juras de maldição,
nem temendo
pela sua própria condição.
Jorge Humberto
05/05/2026